30 de novembro de 2010

Rua da Matriz


POR: Juliana Alarcão

Localizada em Botafogo, bairro da Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro. Ganhou esse nome devido à Igreja São João Batista da Lagoa, construída no séc. XIX exatamente de frente para a Rua da Matriz.
É uma rua que em sua maioria é constituída por prédios residenciais, super tranqüila. Por ali passam todos os dias moradores da Comunidade Dona Marta e estudantes de escolas particulares, como o QI e a Escola Britânica. 
Nos horários de pico a rua fica um pouco tumultuada devido à saída das escolas e o tráfego intenso da São Clemente, uma das principais ruas do bairro. Parte de seu Patrimônio Histórico ainda se mantém preservado: ainda existem sobrados, que hoje abrigam comércios.
O final da rua é quase na entrada  da comunidade Dona Marta, que foi ocupada pela policia em 19 de dezembro de 2008 e desde então a sensação de paz e segurança está mais presente na vida dos moradores do famoso bairro.
Tumulto na Rua da Matriz só mesmo graças ao barulho das buzinas nos horários de maior movimento.

Rua do Catete

POR: Marco Antonio

O catete é um bairro da zona sul do Rio de Janeiro caracterizado por suas nuances comerciais/residências,
 


Haja vista seu forte comercio, tanto formal como informal



Sendo constituído por população residencial majoritariamente da classe média. A história do bairro teve inicio no período colonial, precisamente em meados de 1575, quando o então governador Antonio de Salema teve a iniciativa de construir uma ponte sobre o Rio Carioca no local atualmente a Praça José de Alencar – primeira ponte da cidade – chamada de Ponte de Salema,cobrando pedágio aos passantes oriundos das partes que margeavam o rio, naquele local, os brancos pagavam um preço, já burros, cavalos e escravos pagavam outros valores, essa ponte existiu até cerca de 1870.
Da ponte de Salema até o Largo do Machado, existia somente o caminho que era denominado catete. Já em sentido contrario do Largo do Machado até a Glória, o local era deserto possuindo pequenas chácaras e muito poucas casas, e este mesmo caminho era conhecido como: Caminho que vai da Glória ao Catete. Posteriormente generalizou-se possuindo este nome em toda sua extensão, o que até hoje persiste, ou seja, Rua do Catete. O nome Catete, em tupi significa mato fechado.
O bairro abriga o palácio do catete, antiga sede da presidência da republica do Brasil, atualmente convertido no museu da República. Por conta do Palácio, o bairro abrigava até a Década de 1960 varias embaixadas e consulados. Os outros dois museus são Museus do Folclore e o das Telecomunicações.





Os jardins do palácio do catete são extremamente bem cuidados oferecem à população do bairro área de lazer para as crianças com segurança.







Curiosidades:
O termo “catete” designa uma espécie de milho miúdo também conhecido como “batité” (termo tupi que se origina da junção de) aba´ti [milho] e e´tê [verdadeiro]
O bairro já foi dos mais nobres da cidade antes da transferência da capital da cidade do Rio de Janeiro para BrasíliaO catete é adjacente à Glória, Laranjeiras, Santa Tereza e ao Flamengo

http://www.midialocal.com/bairros/2/catete

Babilônia

POR: Álvaro Maciel Júnior



BABILÔNIA
Minha rua é na verdade minha comunidade, que tem como acessos a Ladeira Ary Barroso e até chegar a minha casa, Rua do Rosário e Rua Santo Amaro.
Portanto, contarei um pouco da história da ocupação deste território.
A comunidade da Babilônia, no Leme, foi ocupada em princípio para abrigar os soldados que faziam a vigilância da entrada da Baía de Guanabara no alto do morro da Babilônia.
A comunidade que recebe o mesmo nome da cadeia de montanhas que a abriga, foi acompanhando o fluxo dos poços e nascentes de água, o que acabou com a chegada do encanamento e o sistema de abastecimento e distribuição de água. Com isso a comunidade da Babilônia expandiu e aumentou sua densidade demográfica, chegando moradores principalmente de Minas Gerais e do Nordeste do país. Eles mantinham a piscicultura como uma das principais fontes de sobrevivência e exerciam pequenos biscates para conseguir dinheiro em Copacabana.
Hoje, o morro da Babilônia é uma área de proteção ambiental e abriga animais silvestres e espécies raras de plantas e flores. Seus moradores, que viveram tempos de horríveis episódios de violência e terror com o tráfico de drogas, vivenciam a experiência positiva da terceira UPP – Unidade de Polícia Pacificadora – na cidade.
Eu não conseguiria falar de uma rua da comunidade, pois tem poucos elementos, mas a comunidade é riquíssima em visual e histórias de vida. De forma que também não moro na Ladeira Ary Barroso, mas esta sim seria considerada a minha rua pois de onde ela acaba para cima, é a minha casa.


NOME
A origem do nome da Comunidade abriga duas versões mais utilizadas, uma é que os soldados achavam que o local era tão bonito que inspirava aos jardins Suspensos da Babilônia com uma vista privilegiada sobre o mar Atlântico. A outra versão é de que um bar na região, perto da estação de bondes, vendia uma cerveja com o nome de Babilônia.


BIBLIOGRAFIA:
Site Correspondentes da Paz
AMB – Associação de Moradores da Babilônia.
Leme – Viagem no tempo ao fundo da noite – Arthur Poerner

Rua André Cavalcanti

POR: Juliana Marques Alves


A minha nova rua é essa aí da placa: R André Cavalcanti. E, por mais que cause estranheza, sua escrita é com “i”. Quando li na minha conta de luz, pensei: “puxa, que erro grave!”, mas estou me acostumando com essa ideia. A André Cavalcanti é uma rua enorme começando na Rua do Rezende e terminando em uma das entradas de Santa Teresa. O morador daqui pode ficar meses sem fazer outra coisa a não ser descer e curtir... aqui mesmo!


Vou descrever o que há somente na primeira quadra por ser a mais importante do local (é claro! Eu moro na primeira quadra!!): são dois salões de cabeleireiros, um aviário (local bem antigo, desde os azulejos até as galinhas que esperam ansiosas para virarem um bom prato!), uma relojoaria com artigos antigos, uma loja que tem de tudo bastante conhecida como armarinho e uma papelaria cujo dono tem o atendimento mais familiar que alguém poderia encontrar em uma...papelaria!
Além disso, são três bares “do Peixe” com pesca fresca, cerveja gelada e atendimento bárbaro (principalmente o meu querido “Peixe do Meio”, mais conhecido como Bar do Peixe), uma pizzaria grill – o Dom Maior-, uma tinturaria e lavanderia “das antigas”, um estabelecimento de materiais de construção e outro de reparos e venda de móveis antigos, duas lojas de roupas, uma marcenaria e outra loja de móveis.

Neste pequeno pedaço tem de tudo!

O frango na brasa!!

Acabou? Imagine só?!! Jamais poderia deixar de dizer que ainda há um pet shop com banho e tosa e entregas em domicílio, outro bazar e papelaria com loja de brinquedos, o Centro de Pesquisa do INCA, um restaurante self-service, outro com frango na brasa – o Dom Galeto-, uma vídeo locadora, o pequeno e lotado “Galeto” que vende o filhote na brasa, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio do Rio de Janeiro, uma ótica, mais um restaurante –Dom Cavalcante - que serve um ótimo café da manhã e uma feijoada de primeira e, para finalizar de fato, uma lanchonete “do China” (não poderia faltar o pastelão!!)!.
Esses dois últimos estabelecimentos ficam na esquina (um de cada lado) da “André” com a antiga Rua Mata-Cavalos (época de D João VI, nos anos seguintes a 1808), atualmente Rua do Riachuelo (minha antiga rua!). Segundo alguns cronistas, seu simpático ex-nome foi por ser um caminho cheio de barrancos que cansava muito os animais do local desde o seu começo junto aos Arcos até o seu final na Lagoa da Sentinela, onde começava a estrada de Mata-Porcos, hoje batizada de Rua Frei Caneca. Por aqui, tudo era manguezal, pântano, lago e barro. Será que isso explica um pouco a falta de vazão para as águas pluviais? O bairro é muito bom... sem chuva!
“Quando não tinham ainda sido aterrados os manguezais para que D. João VI mais facilmente viajasse entre o Paço da cidade e São Cristóvão, era do Caminho de Mata-Cavalos que os cariocas mais se utilizavam para chegar à zona norte e às estradas que levavam ao interior do Brasil – Colônia”. E mais: “(...) A história da Rua do Riachuelo está de tal maneira ligada à de Santa Teresa, que é possível dizer precisamente que o morro tem esse nome por acontecimentos em sua extensão”.

E na esquina do "lado de lá..."

Puxa! O comércio é tão farto na primeira quadra da André que quase me esqueço do “outro lado”: há um Bob’s na esquina! Pois é! E “lá pra lá” tem escola municipal, lava - rápido, venda de gelo, bares e até uma boate GLS!

 O começo do outro quarteirão preservou o estilo colonial

 Rua André Cavalcanti até a subida para Santa Teresa

Ainda bem perto da André (uma quadra acima, em frente ao atual mercado Mundial), está a Rua Monte Alegre (antes Visconde de Monte Alegre, em homenagem ao jornalista, político e Primeiro Ministro Costa Carvalho, conhecido em Mauá por suas primeiras iniciativas progressistas) que tinha quase na esquina com a do Riachuelo, uma cachoeira corrente onde o povo podia tomar banhos frios a duzentos réis.


Era em uma chácara grande que se tornou famosa e talvez tenha sido a de José Antonio Alves do Souto, onde havia um pequeno jardim zoológico – o “jardim zoológico do Souto”. 
 

E falando um pouco mais sobre as redondezas, vou focar a rua que dá nome ao bairro. Até tirei uma foto melhor cujo nome da avenida aparece sem faltar qualquer letra, mas escolhi essa para ilustrar o ar bucólico do local. Em meio a selva de pedras na qual se transformou a Riachuelo, existe a Av Nossa Senhora de Fátima, uma rua sem saída e que de avenida, só tem o nome.


Nela, o comércio é bem gastronômico e cachaçal (neologismo, leitores!), já que até a padaria do local vende cerveja e, por sinal, muito gelada com um atendimento excelente. Há também um colégio municipal, uma loja de móveis e roupas para crianças, uma sorveteria simples e aconchegante, agências do banco Itaú e Banco do Brasil, uma loja onde vendem os sapatos mais caros da Terra e a multinacional Elevadores Atlas Schindler. Chegando próximo à Rua Riachuelo, encontramos o restaurante Arábia, a loja de R$ 1,99, o Sabor Perfeito – a pizzaria “bamba” da região e o melhor lugar para comer bolo caseiro-, a Glup Glup – sorveteria e lanchonete que passou por uma reforma e ficou com “cara de Mundo Verde” e, finalmente, o Big Bi, aberto vinte e quatro horas – exceto às segundas. 
 
Essa rua sem saída possui, lá no final, uma praça (Praça Presidente Aguirre Cerda) com um santuário de Nossa Senhora de Fátima. Seus primeiros moradores eram imigrantes portugueses que aproveitaram o fato do local ser próximo ao centro e via de acesso às zonas norte e sul. Morar no bairro é caro e tem fila de espera tanto para alugar quanto comprar. Dizem que Grande Otelo, Camen Miranda, Tarcísio Meira, Agnaldo Timóteo e até o Silvio Santos já moraram por ali, mas eu, como fonte de informação, afirmo somente a presença da ilustre Roberta Close.



Mas... o que diria o grande D. João VI ao passar por essa nova Mata-Cavalos?


 

Ao invés de mata, mangue e sacodes na carruagem devido ao terreno acidentado, ele encontraria um monte de prédio, trânsito pesado, supermercados como o Multimarket, Extra e Mundial, Casa Show, Cacau Show, Boticário, Casa & Vídeo, Americana Express, três bares com mesas ótimas para jogar uma sinuca (a melhor fica bem perto do Big Bi!!) e duas baladas ótimas: Lapa 40° e Democráticos (ah, e láááá pra trás, perto da antiga Mata-Porcos, hoje Frei Caneca, o jornal O Dia!).


Tanta história contada, mas... e essa tal de André Cavalcanti? Devo dizer que não faço ideia do porquê foi aberta, qual era seu nome, o que tinha aqui antes e por que foi feita tal homenagem. Descobri a Mata-Cavalos, Mata-Porcos, as histórias da Carlos Sampaio e da pequenina Tadeu Kosciusko, R do Rezende, Inválidos, Mem de Sá, até mesmo o antigo nome de Santa Teresa, que era morro do Desterro e uma curiosidade sobre a Rua Buenos Aires, no centro, que antes era Rua do Hospício porque esse nome, diferente do sentido atual, era dado aos lugares que recebiam viajantes: os albergues.
Soube, também, que o Largo do Machado tem esse nome porque havia um machado fincado em um açougue do local, Santa Bárbara é padroeira dos trabalhadores com explosivos e o nome do túnel foi em homenagem a santa e aos mortos em sua construção, e que o Mengão já teve sua sede onde ficava o Paissandu Cricket Clube (final do Oitocentismo), final da Paissandu, em frente ao Palácio Guanabara.
Mas a André...Tivemos um prefeito chamado Amaro Cavalcanti. Seria parente do André? O Padre Diogo de Feijó derrotou, em 1835, o nortista Holanda Cavalcanti nas eleições para a regência. E esse Cavalcanti se tornou, mais tarde, Visconde de Albuquerque. Seria este da família do homenageado na minha rua? Ou seria o próprio, já que encontrei algumas frases falando sobre um André Cavalcanti d'Albuquerque formado em Direito no Recife onde foi promotor e, mais tarde, eleito deputado, nomeado juiz do Distrito Federal, ministro do Supremo Tribunal Federal e, em 1924, presidente do STF? Não, não. Acho que não. Conflito de datas!
Bem, como futura jornalista, seguirei pesquisando e aceitando qualquer tipo de informação sobre o caso da Rua André Cavalcanti! Qualquer ajuda será bem-vinda e, até a próxima!


Bibliografia
www.wikipedia.com.br
BRASIL GERSON, História das Ruas do Rio
4ªedição – editora Brasiliana

Mulheres homenageadas com nome de rua na Grande Tijuca

Por Thyana Azevedo

A Historiadora Lili Rose Cruz Oliveira, autora dos livros Tijuca de Rua em Rua, Vila Isabel de Rua em Rua e O Vale das Laranjeiras pesquisou diversas ruas na Grande Tijuca com nomes de mulheres e procurou saber quem são elas, suas histórias e o porque dos seus nomes serem, hoje, nomes de ruas. Segue abaixo texto escrito por Lili Rose encontrado no site http://www.tijuca-rj.com.br.

Quando comecei minha pesquisa para o livro Tijuca de Rua em Rua, não esperava ter tanta dificuldade em escrever sobre a vida das mulheres aqui homenageadas, com destaque para as antigas moradoras e personalidades ilustres da sociedade da época. Ao final do trabalho, pela inexistência de documentação disponível, não fui bem sucedida em apenas três casos: Travessa Matilde (Rua Bom Pastor – sem saída), Rua Dulce (Rua Almirante Cochrane – sem saída) e Rua Jocelina Fernandes (Rua Dezoito de Outubro – Rua Paulino Nogueira). Um resumo do que aprendi segue nas linhas abaixo.

Alice Maia (Travessa) foi esposa de Joaquim Leal Maia, proprietário de uma grande  chácara, no final do século XIX, na área que hoje corresponde ao Tijuca Tênis Clube.

Já Alzira Brandão (Rua) foi moradora no local onde fica a rua que a homenageia.

Por sua vez, a Rua Santa Carolina foi uma homenagem, realizada no século XIX, do morador que abriu a rua, José Raphael de Azevedo Junior, à sua mãe, Dona Maria Carolina.

Em 1911, o Dr. João Victorio Pareto Junior (1880-1937) abriu algumas ruas em suas terras, dentre elas a Rua Santa Sofia, em homenagem à sua avó, Sophia Augusta de Vasconcellos Caldas. Tal senhora nasceu em 17 de setembro de 1860, na cidade de Miranda, Mato Grosso, filha do Dr. José Caldas e de Guilhermina Maria da Conceição de Vasconcellos, vindo a falecer no Rio de Janeiro, em 01 de fevereiro de 1934. Além disso, o Dr. Pareto homenageou sua esposa, Dona Hilda, com a praça de mesmo nome. Hilda do Valle de Carvalho nasceu em Cantagalo, no Estado do Rio de Janeiro, em 14 de outubro de 1903 e faleceu no dia 13 de julho de 1983.

O português José Rufino Vasconcelos, proprietário de uma chácara na Rua Conde de Bonfim, perenizou a memória da sua esposa na Rua Dona Delfina. Diz a literatura que nessa chácara se introduziu o cultivo das rosas Paul Néron e Príncipe Negro no Brasil.

Marciliana Lacerda (Travessa), apesar de ter vivido no bairro de Vila Isabel, onde se destacou pela atuação em obras assistenciais, foi homenageada numa pequena via que começa na Rua José Higino. Outra pessoa que se destacou pela ajuda aos necessitados foi Palmira Gonçalves Maia (Rua), que participou ativamente da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Sua intensa ação junto às comunidades carentes tornou-a muito popular nos bairros da Tijuca, São Cristovão, Catumbi e Vila Isabel.

No Alto da Boa Vista, foram homenageadas as moradoras Dona Rita Costa (Rua) e Dona Castorina (Estrada). Dona Castorina de Oliveira Castro foi mãe de José Mendes de Oliveira Castro, o Barão de Oliveira Castro, um abastado negociante e capitalista, falecido no dia 10 de Janeiro de 1896.

Carmela Dutra (Rua) não morou na Tijuca, mas tornou-se conhecida por ser esposa do Presidente da República Eurico Gaspar Dutra. Nascida no Rio de Janeiro, em 17 de setembro de 1884, Carmela casou-se com o tenente Dutra, em 1914, já viúva e mãe de dois filhos, vindo a falecer em 1949.

A Rua Maria Amália começa na José Higino e termina na França Junior. Maria Amália Vaz de Carvalho nasceu em 01 de fevereiro de 1847 e faleceu em 23 de abril de 1921.

Autodidata e apaixonada por livros, essa portuguesa de Lisboa foi escritora, tradutora, jornalista, poetisa, educadora e feminista. Colaborou com diversos jornais em Portugal

e no Rio de Janeiro (aqui durante mais de 30 anos). Casou-se com o poeta Antônio Cândido Gonçalves Crespo, também homenageado com nome de rua no bairro. É uma pena que as ruas estejam tão distantes uma da outra, pois o casal era muito apaixonado…

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Praia do Flamengo: história e evolução

POR: Pedro Mendes

 Praia do Flamengo era disputada pelos banhistas no início dos anos 50

 Parque do Flamengo: expansão da cidade e modelo paisagístico realizado por Burle Marx

Antes de ser conhecida como a Praia do Flamengo já havia sido do Sapateiro, e da Carioca ou da Aguda dos marinheiros, ou ainda Sapoicaitoba, que no linguajar dos índios significava lugar onde se brada. Ainda no começo da República, ela foi excelência de praia para banhos de mar das famílias cariocas.  
A origem do nome da praia vem da primeira invasão holandesa à cidade em 1599. Como o desembarque holandês ocorreu na praia, que era anteriormente chamada Praia do Sapateiro, ela passou a ser chamada "Praia do Flamengo". Oficialmente, "flamengo" designa o natural da região belga de Flandres, porém, na época, existia uma confusão entre os termos "holandês" e "flamengo".        
Mais perto do centro que Botafogo, famoso há mais de um século na crônica social do Rio, o Flamengo só mais tarde a partir 1.800 virou num bairro residencial de alta categoria. O bairro foi prestigiado pela iniciativa do presidente Kubitscheck, que inaugurou a Avenida D. Henrique ligando a Esplanada do Castelo ao Morro da Viúva, mas os planos de legalização só teria forma definitiva com Lacerda. Em meados de 1963 entre Botafogo e a Esplanada foi construído o maior e variado parque, projetado pelo paisagista e urbanista Burle Marx.
 A riqueza vegetal é a principal característica do Parque do Flamengo, que atrai muitas aves. Para a travessia das pessoas, foram construídas passarelas com curvaturas suaves e levemente assentadas sobre as pistas expressas. As passarelas aéreas são também alternadas com passagens subterrâneas sob viadutos. As avenidas internas que cortam o parque são fechadas ao tráfego nos domingos e feriados, das 7h às 18h, o que permite seu uso frequente em competições de ciclismo, corridas a pé e caminhadas.

Grandes Histórias pra Rua Simples

POR: Eduardo Guedes

Você se lembra do Chico Cheese? E do Montana Grill? Já olhou para a luxuosa concessionária AGO – Mercedes? Então você conehce minha rua. Ela chama-se Jornalista Henrique Cordeiro. Está localizada na Barra da Tijuca, na altura do km 1 da Avenida das Américas, entre esta e o Canal de Marapendi, próxima a ponte Lucio Costa, único acesso à praia nas proximidades. Apesar de a Barra ser considerada um bairro construído para o automóvel, esta simples rua tem seus charmes e encantos, é verdade que não conta com nenhum morador ilustre, mas todos são pessoas simples e solidárias.
É uma rua pequena, com apenas 408 metros de extensão e 12 metros de largura incluindo as calçadas, sem saída e poucas edificações. Todas as construções residenciais estão do lado par da rua, uma vez que os terrenos do lado ímpar têm a frente principal para a Avenida das Américas, assim, as calçadas do lado esquerdo quase nunca são utilizadas.
Existem edificados 8 prédios residenciais, da década de 1990, todos com 22 andares, a maioria com 2 blocos, o que torna a rua bastante povoada, para seu curto trecho. Há ainda o Centro Educacional da Lagoa, o que torna o trânsito da pequena rua, caótico no horário de entrada e saída dos alunos.


No nº 180 está um dos acessos à área denominada de “Bosque Marapendi”, que é uma área verde e livre, de uso de todos os edifícios que compõem a Associação Bosque Marapendi.
Esta rua anteriormente era conhecida como Rua C do PAL 29820, e foi reconhecida como “Jornalista Henrique Cordeiro” pelo Decreto Municipal N- 16461 de 03 de fevereiro de 1998, homenageando a personalidade que foi um jornalista paraense, membro do Partido Comunista, integrante da diretoria da ABI e um batalhador político na luta contra a ditadura na década de 1970.
A história mais trágica da Henrique Cordeiro é conhecida nacionalmente e um exemplo clássico da impunidade contra os “poderosos” que impera no país: Em 22 de fevereiro de 1998 madrugada de sábado de carnaval, ocorrem dois grandes estrondos. E cai por terra o edifício Palace II, provocando a morte de oito pessoas, além de deixar 150 famílias desabrigadas. A Construtora SERSAN, empresa em que Sérgio Naya era acionista principal, construiu o edifício e foi acusada pelo Ministério Público por supostamente ter usado material barato e de baixa qualidade na construção do prédio.


Naya, condenado inicialmente pelo crime de desabamento, ficou preso apenas 137 dias. Embora tenha sido condenado a pagar indenização a todas as famílias, protelou ao máximo,e até a sua morte em 2009, algumas permaneciam sem pagamento.
Outras ruas na região da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes também receberam nome de jornalistas famosos, como Ricardo Marinho (Barra), Carlos Castelo Branco e Armando Nogueira (Recreio).